terça-feira, novembro 02, 2004

rente ao passado





quando a morte vier
direita aos meus lábios,
estreita o meu corpo
na febre a descer.

sairei de ti a andar, incerta,
no olhar que falou como se fala
à flor acabada no húmus da terra;
flor que viveu muitas vezes, interna,
em dias maleáveis como dedos
largados em mares cheios de lagos
e significados. mas só quando a morte
vier, e eu ficar rente ao passado.


mariagomes
in. " antologia Escritas 1"
janeiro2004

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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