terça-feira, abril 14, 2009


entre as árvores esperadas
e os dedos trémulos
deixaremos este acesso febril e dificílimo
a voz do sol os jardins os dias ermos...

a esta entrega assinalada eu ficarei livre livre!…

mariagomes
14.abril09

3 comentários:

bonecadetrapos disse...

Muito, muito belo.Cirurgicamente.
Saudações
*__bonecadetrapos__*

Barone disse...

Lindo poema.

BAR DO BARDO disse...

liberdade por meio de um epigrama... coisa de mestre.

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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