"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59
quarta-feira, agosto 25, 2004
escrever
escrever a noite
depois, escrever em ti
com o meu corpo, a noite que escrevi.
mariagomes
maio.2004
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8/25/2004 08:50:00 da tarde
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chegará janeiro
desperta-te a velocidade oculta
Pelo sono atravessa o espelho A luz prevista
Ao longe a lua E a formula escura de dizer
que a noite habita Reflecte Toma a forma-mãe
Nunca dirás as coisas necessárias
Chegará janeiro e a anuência mista de um país de espuma
Vês a cidade lassa e um vazio que te abraça Risca.
mariagomes
ag.2004
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8/25/2004 02:44:00 da manhã
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segunda-feira, agosto 23, 2004
a noite límpida
""The Rest" by Pablo Picasso
dorme;
pelo amor das cerejeiras chegou a noite límpida.
um ciciar como vinha o vento
que ardia, furto do lume do teu corpo.
pelo amor todo dos frutos, consome
a brancura inatingível das primaveras; dorme.
mariagomes
ag.2004
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8/23/2004 01:00:00 da tarde
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domingo, agosto 22, 2004
neste ofício
neste ofício neste beijo de dedos solitários
a palavra acaricia a fundo
um chão capaz de erguer a luz do mundo
o poema a casa o pão
mariagomes
jul.2004
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8/22/2004 07:19:00 da tarde
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sábado, agosto 21, 2004
os peixes vivos
Mãe
Veio uma canção camponesa sugerir o sul
Veio devagar com o vapor dos pássaros
Sopra lenta e solidamente sobre as minhas mãos
Sabes Mãe Eu só sei falar de mãos
Marés e ilhas sem pescadores
Sustentam-me ventos e bússolas
onde dormem os berços das crianças todas
Sustenta-me o hábito de trazer o verde As areias
As fotografias Os fogos extintos Por fora
As águas cheias de peixes
Os peixes vivos no convés da memória.
mariagomes
jul.2004
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8/21/2004 05:46:00 da tarde
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by Dorothea Lange - "Migrant Mother", 1936
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8/21/2004 05:39:00 da tarde
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ao meio dia
vivem rosas ao meio dia.
sorriem com as mãos do silêncio,
sorriem com o coração declaradamente aberto
e clandestino; com o sangue dos espinhos
dentro de agosto, ao meio dia, vivem rosas.
mariagomes
ag.2004
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8/21/2004 12:00:00 da tarde
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sexta-feira, agosto 20, 2004

Creation Of Adam by Michelangelo Buonarroti
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8/20/2004 09:55:00 da tarde
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quarta-feira, agosto 18, 2004

alegrias brancas
segurei as folhas
nos sorrisos despidos de pétalas sonoras
segurei a boca nas mesmas palavras
e o corpo a continuar a qualquer hora
segurei alegrias brancas
nos olhos do tempo a morte difícil
a luz franca que vem e fica
segurei a cegueira em fita em arrepio
até ao sangue plano do poema a fio.
mariagomes
ag.2004
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8/18/2004 03:28:00 da tarde
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segunda-feira, agosto 16, 2004
desse tempo
um poente em cada porto,
e o mar que vem dizer a hora lírica das horas.
e o deserto, fingidamente, morto.
desse tempo, eu nascia.
sabe-me a sol, o grito,
o que dentro de mim varia a cada instante.
mariagomes
16.ag.2004
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8/16/2004 10:15:00 da tarde
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e as muralhas
onde os homens inventam os batuques
a madrugada é, num dialecto puro,
o pé das caminhadas audíveis dos poetas
onde a enseada é cega, são as cadências férteis
e as muralhas cismam no futuro.
mariagomes
jun.2004
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8/16/2004 03:50:00 da tarde
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" natureza ressuscitada"
Autor: Eduardo Luiz (1932 - 1988)
Século: XX Ano: 1972
Tipo: óleo sobre tela
Dimensões: 140 x 85 cm
Local: Colecção particular (Lisboa)
em : Galeria de Pintura de Teixeira Pinto (Abre-Latas), com hiperligação ao Blog Pintores Portugueses
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8/16/2004 01:37:00 da manhã
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domingo, agosto 15, 2004
acto de nascer
eu quero na primavera morrer,
prolongar a vida
sem ter um gélido chão que me acolha.
quero reciclar-me numa folha;
amadurecer como um doce fruto
na língua da serpente
que sente a tentação de amante sorte.
mariagomes
março,2000
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8/15/2004 05:13:00 da tarde
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o poema
o poema vem, por dentro, a percorrer
em sentido único uma inclinação contrária.
e eu sustento-o.
mariagomes
ag.2004
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8/15/2004 02:05:00 da tarde
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coisas de verdade
Ontem A lua mostrou-me os olhos
Eram redondos e viam coisas de verdade
Na voz de um verso
Ela chorava pela partida da boneca
e a despedida
Numa inocência cúmplice foi a claridade.
mariagomes
ag2004

JOYCE STOLAROFF
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8/15/2004 12:11:00 da tarde
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sábado, agosto 14, 2004
romãs de vidro
um dia ficaste triste como a noite.
e nunca mais a noite foi.
o tempo tem um rosto. e as manhãs
são romãs de vidro.
és, sobre o exílio, o muro que a língua eleva.
tanges uma lira;
cabe-te uma canção
uma canção de amanhecer imperecível.
mariagomes
agosto, 2004
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8/14/2004 10:02:00 da tarde
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