
"Greek Tragedy,I" fotografia de Orazio Centaro
"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59


*Antero de Quental (1842-1891) nasceu em Ponta Delgada, Açores. Frequentou a Universidade de Coimbra, tendo passado depois algum tempo em Paris. Viajou pelos Estados Unidos e Canadá, fixando-se em Lisboa. Pertenceu à à chamada Geração de Setenta, grupo que pretendia renovar a mentalidade portuguesa, e participou nas Conferências do Casino. Foi amigo, entre outros, de Eça de Queirós e Oliveira Martins. Atacado por uma doença do foro psiquiátrico, regressa aos Açores onde se suicida. As suas obras vão da poesia à reflexão filosófica: Raios de Extinta Luz, Odes Modernas, Primaveras Românticas, Sonetos, Prosas e Cartas.

















Ave solitária voando sobre o mar
arrancando o corpo às tempestades.
Vieste do tempo
em que tudo nasce e tudo morre.
Assistes a esta nossa vida
longe da terra combalida.
Nenhuma nostalgia
matará as palavras
com que fazes os versos.

(21-IV-2001)
(In Revista Mealibra, nº 9, Viana do Castelo, Dezembro, 2001, pg. 167.)
* o meu beijinho de agradecimento à Maria do Sameiro, por este poema oferecido à romã de vidro.



"Avó, desliga o vento."







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