"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59
sexta-feira, novembro 04, 2011
Escrevo o teu nome;
Sei de cor os lagos que, sossegadamente, incidem sobre o infinito.
É como se andasse o sol do outono,
é a hora do invisível.
Concentro-me na sequiosa cópia de um sonho.
Imensa dor que me pede um deserto escrito por outros caminhos.
_______________mariagomes
nov, 2011
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11/04/2011 01:07:00 da tarde
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quarta-feira, novembro 02, 2011
Lembrei-me do poema de Drummond intitulado "José", olhando para a delicada conjuntura política da Europa :
E agora MerkelSarkozi?
se os gregos sumirem
a noite esfriou
a festa acabou?
E agora MerkelSarkozi?
vossas doces palavras
vossa gula e jejum
vossa lavra de ouro?
Com a chave na mão
vocês querem abrir a porta
mas não existe porta...
Sozinhos no escuro
quais bichos do mato
sem teogonia
sem parede nua para se encostarem
sem cavalo que fuja a galope
vocês marcham MerkelSarkozi?
Para onde?
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11/02/2011 10:17:00 da manhã
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domingo, outubro 30, 2011
Nunca mais a morte crescendo como uma aurora viva.
Nunca mais a falésia à hora do crepúsculo,
o mistério de um planeta íntimo, irredutível.
Nunca mais a exactidão do odor, o azul,
nem a cúpula ou o tumulto do deserto.
Nunca mais a terra, a espera, o reino dos teus lábios,
ou o prodígio das tuas mãos na transparente onda
que respira.
Nunca mais o limbo, a luz e o esplendor,
nem o rio, a raiva ou o amor...
Nunca mais a lágrima
nos dedos divinos, marítimos da canção distante,
e os sinos,
oh os sinos!..
___________________mariagomes
out, 2011
Nunca mais a falésia à hora do crepúsculo,
o mistério de um planeta íntimo, irredutível.
Nunca mais a exactidão do odor, o azul,
nem a cúpula ou o tumulto do deserto.
Nunca mais a terra, a espera, o reino dos teus lábios,
ou o prodígio das tuas mãos na transparente onda
que respira.
Nunca mais o limbo, a luz e o esplendor,
nem o rio, a raiva ou o amor...
Nunca mais a lágrima
nos dedos divinos, marítimos da canção distante,
e os sinos,
oh os sinos!..
___________________mariagomes
out, 2011
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10/30/2011 02:54:00 da tarde
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Entreguei o coração à nudez do brilho mortal das aves;
mergulho, agora, na clareira, na sua voz inatingível.
Depois da morte procuro a pureza que se prolonga na memória,
como um corpo que voou de mim.
Oh condição terrena, oh rota do pensamento, vejo, nitidamente
o mamilo solar que cicia a paisagem!...
O mar bramindo imana o olhar da eternidade.
___________________mariagomes
Out, 2011
mergulho, agora, na clareira, na sua voz inatingível.
Depois da morte procuro a pureza que se prolonga na memória,
como um corpo que voou de mim.
Oh condição terrena, oh rota do pensamento, vejo, nitidamente
o mamilo solar que cicia a paisagem!...
O mar bramindo imana o olhar da eternidade.
___________________mariagomes
Out, 2011
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10/30/2011 02:53:00 da tarde
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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas.
Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores,
são lúcidos ao início do sol.
Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços
a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana.
Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move,
entre mim e ti, e a claridade.
_______________________mariagomes
outubro de 2011
Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores,
são lúcidos ao início do sol.
Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços
a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana.
Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move,
entre mim e ti, e a claridade.
_______________________mariagomes
outubro de 2011
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10/30/2011 02:52:00 da tarde
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quarta-feira, outubro 19, 2011
"Perhaps all the dragons of our lives are princesses who are only waiting to see us once beautiful and brave. Perhaps everything terrible is, in its deepest being, something helpless that wants help from us.”
_____ Rainer Maria Rilke
_____ Rainer Maria Rilke
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10/19/2011 07:57:00 da manhã
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segunda-feira, outubro 17, 2011
tu és a paz de um jardim puro, o olhar que se acende ao ritmo do mar;
tu és a palavra que irriga a harmonia do azul, a respiração, seu jogo de luzes;
tu és a primavera destes lábios, a floração, o bater das asas na noite,
na doce voz da noite que se escuta a tecer as lágrimas.
________ mariagomes
benguela, 17 de Out, 2011
tu és a palavra que irriga a harmonia do azul, a respiração, seu jogo de luzes;
tu és a primavera destes lábios, a floração, o bater das asas na noite,
na doce voz da noite que se escuta a tecer as lágrimas.
________ mariagomes
benguela, 17 de Out, 2011
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10/17/2011 11:52:00 da manhã
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sexta-feira, setembro 30, 2011
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9/30/2011 07:46:00 da tarde
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"Uma pitada de poesia é suficiente para perfumar um século inteiro."
___________José Martí
(Havana, 28 de Janeiro de 1853 — Dos Ríos, 19 de maio de 1895)
___________José Martí
(Havana, 28 de Janeiro de 1853 — Dos Ríos, 19 de maio de 1895)
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9/30/2011 07:43:00 da tarde
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sexta-feira, setembro 23, 2011
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9/23/2011 03:08:00 da tarde
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quero o caminho das fronteiras livres,
numa crepitação única, o sítio das aves,
a alma, o regresso ao mar,
o branco da noite...
quero o que ainda respira, indistinto,
quero uma falésia em flor,
o céu como uma promessa de sangue,
e finalmente, mãe,
as tuas mãos que ascendem às campânulas do amor!
mariagomes
23, Setembro 2011
numa crepitação única, o sítio das aves,
a alma, o regresso ao mar,
o branco da noite...
quero o que ainda respira, indistinto,
quero uma falésia em flor,
o céu como uma promessa de sangue,
e finalmente, mãe,
as tuas mãos que ascendem às campânulas do amor!
mariagomes
23, Setembro 2011
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9/23/2011 02:45:00 da tarde
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quinta-feira, setembro 15, 2011
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9/15/2011 09:40:00 da manhã
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segunda-feira, setembro 12, 2011
Ela transporta-me para um reino de sonhos e lágrimas, para uma ilha plena de estrelas, para o poema eterno, para uma morte anunciada...
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9/12/2011 08:39:00 da tarde
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sábado, setembro 10, 2011
...faço "meus" os escritores, filósofos, poetas, ensaístas que me atiram para o tal ermo que diz Kafka __ “para longe de qualquer presença humana”... eles pertencem-me, não como uma coisa, mas humanamente!.. o que sinto por eles pode ser descrito como amor.
mariagomes
Angola, Setembro de 2011
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9/10/2011 11:25:00 da manhã
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sexta-feira, setembro 09, 2011
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9/09/2011 07:12:00 da tarde
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quinta-feira, setembro 08, 2011
Arvo Pärt
deixar correr o céu
ser pássaro
abrir a mão à luz das borboletas
ao amor imenso
deixar correr o céu
ser flor e
asa
mariagomes
8 de Setembro de 2011
ser pássaro
abrir a mão à luz das borboletas
ao amor imenso
deixar correr o céu
ser flor e
asa
mariagomes
8 de Setembro de 2011
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9/08/2011 02:47:00 da tarde
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quinta-feira, julho 28, 2011
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7/28/2011 09:40:00 da manhã
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terça-feira, junho 28, 2011
"Sê como a árvore do sândalo, que perfuma até o machado que a corta"
____Rabindranath Tagore
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6/28/2011 10:17:00 da tarde
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quarta-feira, junho 15, 2011
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6/15/2011 11:43:00 da manhã
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sexta-feira, junho 03, 2011
existes na solar caligrafia dos pássaros,
na manhã que surge do apelo dos lugares mortais;
grito, prodígio, esplendor,
parto, ou sombra,
nua travessia onde o corpo é um cristal de fogo,
inenarrável,
...e fluis pela luz!...
nasces para o azul que, em mim, ficou escrito.
mariagomes
3 junho de 2011
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6/03/2011 10:05:00 da tarde
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