"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59
quarta-feira, novembro 30, 2011
Abandonamos a memória das manhãs,
construímos crepúsculos de silêncio e de medo.
Na lisura das mãos, sobre ilhas,
sabendo que não há caminho para o amor
e para a raiva,
abandonamos o amor.
Testemunhamos a penumbra, o espanto,
abandonamos o corpo,
inarráveis.
mariagomes
nov,2011
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11/30/2011 10:09:00 da manhã
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segunda-feira, novembro 28, 2011
Não sei porque me caem as lágrimas!
Nenhum luar rompeu, na noite, a ondulação,
nenhum pássaro colheu o âmago da madrugada,
em nenhum poema se escreveu a ilusão do novo.
Rente ao tempo das límpidas tulipas,
como chamar-te se o teu nome não pode ser escrito,
sem o encanto do poente e do mundo,
sem o destino do olhar e da sede...
Não sei porque me caem as lágrimas!
mariagomes
nov, 2011
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11/28/2011 04:15:00 da tarde
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domingo, novembro 27, 2011
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11/27/2011 07:14:00 da manhã
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terça-feira, novembro 22, 2011
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11/22/2011 06:14:00 da tarde
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segunda-feira, novembro 21, 2011
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11/21/2011 02:38:00 da tarde
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Beethoven ouve-se nesta manhã, onde entras,
entregas o sol aos pássaros,
escreves o mais belo poema de amor _____
mariagomes
21,Nov 2011
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11/21/2011 02:31:00 da tarde
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sábado, novembro 19, 2011
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11/19/2011 10:25:00 da tarde
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terça-feira, novembro 15, 2011
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11/15/2011 09:55:00 da manhã
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na tua boca, amor, a sede cresce conquistando a noite
na erosão dos nomes, na nudez das veias
e o fogo impõe-se ao pranto mortal
ao coração
na tua boca, o branco,
o branco através de tudo, amor,
através da alegria das árvores,
do vento
das superfícies ébrias,
das coisas
de um esplendor mais alto.
na tua boca, em repouso, amor, as searas,
as obsessivas searas,
e o mar sempre novo.
______________mariagomes
nov, 2011
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11/15/2011 09:53:00 da manhã
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sábado, novembro 12, 2011
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11/12/2011 09:15:00 da manhã
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sexta-feira, novembro 11, 2011
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11/11/2011 10:59:00 da tarde
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terça-feira, novembro 08, 2011
"Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou senão para sair do inferno."
______________Antonin Artaud
(fonte - Van Gogh, o Suicidado da Sociedade)
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11/08/2011 04:50:00 da tarde
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11/08/2011 04:49:00 da tarde
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sexta-feira, novembro 04, 2011
Escrevo o teu nome;
Sei de cor os lagos que, sossegadamente, incidem sobre o infinito.
É como se andasse o sol do outono,
é a hora do invisível.
Concentro-me na sequiosa cópia de um sonho.
Imensa dor que me pede um deserto escrito por outros caminhos.
_______________mariagomes
nov, 2011
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11/04/2011 01:07:00 da tarde
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quarta-feira, novembro 02, 2011
Lembrei-me do poema de Drummond intitulado "José", olhando para a delicada conjuntura política da Europa :
E agora MerkelSarkozi?
se os gregos sumirem
a noite esfriou
a festa acabou?
E agora MerkelSarkozi?
vossas doces palavras
vossa gula e jejum
vossa lavra de ouro?
Com a chave na mão
vocês querem abrir a porta
mas não existe porta...
Sozinhos no escuro
quais bichos do mato
sem teogonia
sem parede nua para se encostarem
sem cavalo que fuja a galope
vocês marcham MerkelSarkozi?
Para onde?
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11/02/2011 10:17:00 da manhã
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domingo, outubro 30, 2011
Nunca mais a morte crescendo como uma aurora viva.
Nunca mais a falésia à hora do crepúsculo,
o mistério de um planeta íntimo, irredutível.
Nunca mais a exactidão do odor, o azul,
nem a cúpula ou o tumulto do deserto.
Nunca mais a terra, a espera, o reino dos teus lábios,
ou o prodígio das tuas mãos na transparente onda
que respira.
Nunca mais o limbo, a luz e o esplendor,
nem o rio, a raiva ou o amor...
Nunca mais a lágrima
nos dedos divinos, marítimos da canção distante,
e os sinos,
oh os sinos!..
___________________mariagomes
out, 2011
Nunca mais a falésia à hora do crepúsculo,
o mistério de um planeta íntimo, irredutível.
Nunca mais a exactidão do odor, o azul,
nem a cúpula ou o tumulto do deserto.
Nunca mais a terra, a espera, o reino dos teus lábios,
ou o prodígio das tuas mãos na transparente onda
que respira.
Nunca mais o limbo, a luz e o esplendor,
nem o rio, a raiva ou o amor...
Nunca mais a lágrima
nos dedos divinos, marítimos da canção distante,
e os sinos,
oh os sinos!..
___________________mariagomes
out, 2011
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10/30/2011 02:54:00 da tarde
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Entreguei o coração à nudez do brilho mortal das aves;
mergulho, agora, na clareira, na sua voz inatingível.
Depois da morte procuro a pureza que se prolonga na memória,
como um corpo que voou de mim.
Oh condição terrena, oh rota do pensamento, vejo, nitidamente
o mamilo solar que cicia a paisagem!...
O mar bramindo imana o olhar da eternidade.
___________________mariagomes
Out, 2011
mergulho, agora, na clareira, na sua voz inatingível.
Depois da morte procuro a pureza que se prolonga na memória,
como um corpo que voou de mim.
Oh condição terrena, oh rota do pensamento, vejo, nitidamente
o mamilo solar que cicia a paisagem!...
O mar bramindo imana o olhar da eternidade.
___________________mariagomes
Out, 2011
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10/30/2011 02:53:00 da tarde
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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas.
Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores,
são lúcidos ao início do sol.
Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços
a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana.
Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move,
entre mim e ti, e a claridade.
_______________________mariagomes
outubro de 2011
Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores,
são lúcidos ao início do sol.
Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços
a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana.
Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move,
entre mim e ti, e a claridade.
_______________________mariagomes
outubro de 2011
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10/30/2011 02:52:00 da tarde
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quarta-feira, outubro 19, 2011
"Perhaps all the dragons of our lives are princesses who are only waiting to see us once beautiful and brave. Perhaps everything terrible is, in its deepest being, something helpless that wants help from us.”
_____ Rainer Maria Rilke
_____ Rainer Maria Rilke
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10/19/2011 07:57:00 da manhã
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segunda-feira, outubro 17, 2011
tu és a paz de um jardim puro, o olhar que se acende ao ritmo do mar;
tu és a palavra que irriga a harmonia do azul, a respiração, seu jogo de luzes;
tu és a primavera destes lábios, a floração, o bater das asas na noite,
na doce voz da noite que se escuta a tecer as lágrimas.
________ mariagomes
benguela, 17 de Out, 2011
tu és a palavra que irriga a harmonia do azul, a respiração, seu jogo de luzes;
tu és a primavera destes lábios, a floração, o bater das asas na noite,
na doce voz da noite que se escuta a tecer as lágrimas.
________ mariagomes
benguela, 17 de Out, 2011
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10/17/2011 11:52:00 da manhã
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