quarta-feira, fevereiro 28, 2007


não posso trair os umbrais das aves,
sem que a palavra seja a memória do meu luto derradeiro.
há um sinal que me vaticina ao sono
como um soluço aceso,
como o corpo locomovido e missionário aos confins.
não posso, meu amor, sair de mim.

mariagomes
fev.2007

terça-feira, fevereiro 27, 2007


não posso, meu amor, sair de mim.
a minha encomenda é esta, açular o fogo,
saber de deus
e no fim,
ter a imensidão triste que me abre
ao cardo,
à pele das açucenas, a cegueira plena das manhãs.

mariagomes
fev.2007

sexta-feira, fevereiro 23, 2007


será enorme a noite, os barcos abalroarão os cais.
no amor entregue às coisas, este declive é ainda o teu rosto,
são os teus braços e os teus olhos livres…

escuta-me!, houve uma cidade lavrada,
uma cidade ou uma palavra que eu detive.

mariagomes
23 Fev.2007

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Acerca de mim

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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