segunda-feira, abril 17, 2006

quando as palavras me não chegarem
irei colher a estrela morosa no mar

no mar que a terra me deu
ainda que me atormente o sangue de um açoite
louvo a noite a divina noite ilesa
onde rebenta a tristeza
ou uma rosa.


mariagomes
abril.2006

7 comentários:

r.e. disse...

és fonte. misteriosa fonte de um néctar que me é fundamental para sentir que o tempo fluiu um dia mais por mim adentro. beijinho. J.

Márcia disse...

estava com saudade da sua poesia tão bala, Maria.

um beijo grande daqui.

delusions disse...

que lindo:) bjinhos*

José Alexandre Ramos disse...

são palavras com saliva.

Anónimo disse...

as palavras estarão sempre em ti - querem mais provas?
bj cpfeio

http://podiamsermais.weblog.com.pt

laroca disse...

qd nao tivereres mais palavras deixemos a imaginação nos guiar...
belos escritos

Ana Maria disse...

não se pode acrescentar mais nada a este poema, nasceu, viveu e morreu feliz.
está fantástico.
inspirou-me e se me dá licença escrevo o que me vai na alma.

"palavras que rebentam da tristeza
pedem que uma rosa não tenha picos
ou a voz de Deus."

jinhos

Ana Mª Costa

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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