domingo, julho 13, 2008


és o lugar onde a raiz se incendeia,
curada lã do meu signo;
entrarei por ti
como uma candeia desfolhando teu ciclo…


de noite, eu sei, num exacto tremor,

a vaga é o meu grito, o som da manhã,
ou o orvalhado langor das florestas.

mariagomes
julho.08




1 comentário:

Maria Alcoforado disse...

Poema lindo para tão bonita imagem!

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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