sexta-feira, outubro 06, 2006

Perceberás a muda e móbil aparição dos meus passos.
O sol bebendo pelos ribeiros.
Numa tarde espantarás a inutilidade crepuscular que domina o azul.
A voz que declarou fervente o estertor dos pássaros.

Ontem ardia uma angústia lúcida. Uma criança efémera.
Um lugar dissipado. E em toda a urbanidade da sombra vivias tu.

mariagomes
6 de Out.2006

2 comentários:

eduardo disse...

Olha que coisa mais linda (Chico Buarque) para se ler pela manhã.
Porque hoje é sábado (Vinicius).

O afastamento não quer dizer esquecmento(esta é minha), e é sempre com agradável disposiçao que vou passando.

ailéh disse...

excelente visão poética..
um beijo do sul,
com cheiro predominante de laranjeira,,, misturado com rosmaninho

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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