quarta-feira, fevereiro 01, 2012



É a hora do sol,  é a hora do silêncio que plantará a memória.
A tua mão ainda diz o amor, ainda se fortifica, sem limite, nas trevas,
ainda respira nas muralhas invisíveis.
As pálpebras detêm-se, sem que tu o queiras.
O mar é aqui uma constelação única, cunhada pela noite, pela infância.
O mar é a noite, e é a infância.
E é também um muro, uma pena, um pássaro.

____mariagomes
30, janeiro, 2012

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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