sexta-feira, novembro 21, 2008


até à sensibilidade solar, terei os olhos leves do gorjear das aves,
a voz do litoral , o sequioso beijo de uma glicínia;
e tudo o que se fizer incólume,
como a luz de um areal
nas vogais da noite,
ou na quietude dos passos inacabados da poesia.


mariagomes
nov, 2008


2 comentários:

Sérgio O. Sá disse...

Leio, releio e sem pensar sinto-me perdido entre os seus versos, entre as palavras com que me tento fazer, e emudeço.
Tudo fora dito no que li. Sentir é o que me resta, se for capaz.
Sérgio O. Sá

Casulo Temporário disse...

Maria, que beleza o seu blog!
Pura poesia: texto e imagem.
Voltarei mais vezes! Daqui da Bahia, um abraço pra você.

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Acerca de mim

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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