domingo, dezembro 12, 2004



" O abandono. O vazio. A indiferença. Tudo está feito, o que tinhas a dizer já o disseste, os que dialogavam contigo para estarem de acordo ou te insultarem foram recolhendo ao silêncio definitivo. É a hora de te ires calando também, recolheres à aposentação de falares e de ouvires. Porque nenhuma palavra é já para ti e assim nenhuma é tua para os outros. Mas a tua língua move-se ainda, entre ela e a palavra, mesmo que seja só um nome, há uma ligação que nada pode cortar. Fala para dentro. Chama para dentro. E poderás circular entre os homens sem que te metam num manicómio."

Vergílio Ferreira
in " Escrever"

7 comentários:

Da Mata disse...

...
entendo os limites da constância
Pra tanto equilibrio
É preciso um tanto de amargura
Pra tanto vir a ser
É preciso um pouco de polêmica
Estraguem-me o rosto,
a postura
Mas me deixem as palavras.

http://www.damata.blogspot.com

Márcia Maia disse...

Demais esse texto, Maria. Sublime.
Um beijo.

LetrasAoAcaso disse...

Um doos maiores vultos da nossa cultura. Um dos escritores mais traduzidos.
Exclente a escolha.
Minha amiga Maria: as minhas desclpas de novo. Tive de apagar o "letras" por manifesta falta de tempo. A mesma que me não deixa visitar os recantos amigos.
deixo o meu email, caso queira contactar-me:
LetrasAoAcaso@hotmail.com
Um beijo de amizade e um bom dia

Peter disse...

Vergílio Ferreira, o purista da linguagem.Homem de antes quebrar que torcer e que eu tive o previlégio de conhecer pessoalmente.Deixo aqui os meus votos de um Bom Natal.

Anjo élico disse...

Vou colocar um link para esta romã porque não me é indiferente no

http://extinto.blogger.com.br/

Torquato da Luz disse...

Muito obrigado pelo seu comentário. Vou pôr um "link" para "A romã de vidro" no meu blog, uma vez que gostei do que li. Um abraço também.

mariagomes disse...

a todos o meu agradecimento.
gosto de partilhar as minhas leituras e ultimamente Vergílio Ferreira tem-me acompanhado!

Parece-me que um Anjo se enganou, hein? (*rs)

um beijo e votos de um feliz natal,

mariagomes

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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