domingo, julho 30, 2006

não tocarei na palavra velada pelo amor
é preciso que um vulcão a beije
cheire a mar o som
que estremeça mansa a boca

que se declarem as minhas mãos loucas e pagãs

ficará imune o ardor livre a sensação de haver
em movimento
um altar curvo ou o alimento sobre a mãe.

não tocarei na arrebatada loucura terrestre
no silêncio que cresce das macieiras
que se declarem os rios que respiram inexoráveis
as noites insolúveis e sãs.


mariagomes
julho06

quarta-feira, julho 26, 2006

os olhos não predizem o sereno abraço das quedas
o mar
e os morros

toda a prisão íntima arde longe de mim.


mariagomes
julh.2006
entrego-me ao abandono
como a aurora que derrama o mel das abelhas fluviais.
sou tua
nasci de uma lança fulgente. de um fôlego.

mariagomes
julho.06

segunda-feira, julho 24, 2006

doravante volvida nas puríssimas flores de pedra
ó derradeira pedra ponto em fuga ó criança intacta ao pé do mar
quem de ti me arrancou?

na tua face antevejo lágrimas
lá dentro lágrimas ceifando e a toada do sangue a fiar.

mariagomes
julh.06

quarta-feira, julho 19, 2006

ei-la continuamente cega intuitiva
é um poema a expiação um anjo ferido

o luar é ainda uma gota a mergulhar

ei-la de novo ao tear - a terra anciã
oráculo tremor invisível
sobe às mais altas torres da felicidade pela manhã.


mariagomes
julh.06

domingo, julho 02, 2006

eu acolho-te na fonte de palidez pura

sonhei murar os cristais solares dos liames da loucura
a grande noite.

mariagomes
29jun.06

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Acerca de mim

A minha foto
Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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