terça-feira, maio 20, 2008

Canto A Minha Mãe


Sento-me. Canto a minha mãe, viúva na progressão do vento
numa híbrida pancada.
Na voz inicial do grito, neste sol que desce,
se todo o pranto me contivesse
ó doce mãe, ó rosa que medita…
No que é antigo
tu vieste nomear o trigo!

mariagomes
maio.2008

2 comentários:

gabriela r martins disse...

já na Bienal alguém dizia e eu repito.o aqui

"esta miúda está a escrever melhor do que nunca"

belíssimo este teu poema


.
um beijo

fernanda s.m. disse...

Também já lho disse, oh mourazita lá do sul, embora não estivesse na III Bienal ( ai, ai, ..).

Gosto mesmo muito desta "nova linguagem " da Maria e... a música que por aqui dança ?? Bela e "exquise", não ???
Beijos às duas.

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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