terça-feira, dezembro 16, 2008

para o silêncio



não basta a noite não basta o brilho
não bastam batuques febris girando
girando
na ilusão de sons longínquos

para o silêncio de uma luz acesa
sobre pétalas e pétalas
é preciso inventariar a infância
e as claves dos beirais

um dia houve que olhei o mar
e o seu reflexo veio a mim como um jardim de âmbar
puro
que se renova a cada ramo
revolto na força densa dos corais.

mariagomes
dez, 2008



3 comentários:

fred disse...

música, este poema é boa música.
beijos

BAR DO BARDO disse...

Isso é bom, cara!

Casulo Temporário disse...

Querida Maria,

agradeço e retribuo os votos de felicidades, desejando que, em 2009, você continue nos encantando com seus poemas e sensibilidade.
Grande abraço!

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Acerca de mim

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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