quarta-feira, dezembro 10, 2008



tempo de partir o pó de mil fogueiras
amontoar as aves ao luar

tempo de invadir o vento
comover o corpo no ouvido da revolta

tempo de erguer a lágrima
e um arado.


mariagomes
dez, 2008




2 comentários:

fred disse...

Preciso atualizar meu dicionário de adjetivos para não me repetir ao comentar seus poemas maravilhosos, Maria.
Beijos

BAR DO BARDO disse...

Estou abismado com os seus textos. É um abismo que me leva ao Altíssimo?... Vou te apresentar à minha amiga - profa. de literatura portuguesa. Posso?! (Não leva a mal a mistura de segunda com terceira nos pronomes, a língua brasileira tem dessas).

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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