(...)“e os impérios, como os homens, já não têm tempo para se instruírem à custa das suas faltas. Onde quer que um tecelão remendar o seu pano, onde um calculador hábil corrigir os seus erros, onde o artista retocar a sua obra-prima ainda imperfeita ou apenas danificada, a natureza prefere repartir sem intermediário a argila e o caos, e esse esbanjamento é o que se chama a ordem das coisas.” (...)
“memórias de Adriano”
marguerite yourcenar



2 comentários:
Estou fascinado. Pensava que, salvo alguns ratos de biblioteca que procuram a sapiência para além da asfixiante ortodoxia, mais ninguém neste país tão culturalmente medíocre se interessaria por Marguerite Yourcenar. Estava enganado. Ainda bem. Senti isso logo desde o primeiro momento em que bebi da sua sabedoria. Alimento o velho sonho de no cadinho do nosso espírito,fazer a síntese perfeita entre o guerreiro e o monge, para assim estar preparado para influenciar activamente a política dos homens.
O sapiente vence sempre o profano!
Talvez por isto me reveja no Caos.
Um beijo respeitoso
Enviar um comentário