quarta-feira, setembro 29, 2004

morremos


morremos num mar de gaivotas enganadas
pelo vento que apareceu agora.
escutámos cem águas
o rumor de horas inabitadas.
morremos em tempestades
morremos demasiado tarde e juntos
porque o sol sobrevivia
e o chão atravessava os mapas da poesia.

mariagomes
29set.2004


**

atravessámos as águas com o vento d'outrora
e mais as línguas de fogo que nos
saíam dos dedos.
a poesia é um trabalho dos deuses
e aos homens resta esperar pelo fogo
e pelo desejo de consumir o ventre da criação.

Jorge Vicente

**

uma outra morte um outro caminho do sol
abri-me à energia do teu corpo como um
texto orgânico


eis a poesia e o amor
árvore. Gritaste, por mim
parti


José Gil


** em Encontro de Escritas

2 comentários:

Anjo élico disse...

Olá! obrigado pela visita comentada ao "Porque Morremos, senhor?" que retribuo. Parabéns pela romã! Não a conhecia mas degustá-la-ei doravante. Vou colocar 1 link nos meus blogs a começar pelo cócegas na língua.
E para terminar plagio-te: morremos demasiado.

mariagomes disse...

obrigada pela sua visita.

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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