quinta-feira, setembro 30, 2004

Yehudi Menuhin [1916- 1999]

Yehudi Menuhin (1916-1999)



"É a arte que pode estruturar a personalidade dos jovens cidadãos no sentido da abertura de espírito, do respeito pelo próximo, do desejo de paz. É a cultura, de facto, que permite a cada pessoa enriquecer-se com o passado para participar na criação do futuro. (...) a arte é uma antena preciosa para captar o futuro que não pode ser reservado só a alguns."

Yehudi Menuhin


7 comentários:

LetrasAoAcaso disse...

"Que é a Paz?" - Eis suas palavras iniciais: "Na melhor das hipóteses uma concepção muito limitada, a qual para cada um de nós contém um significado diverso, de acordo com a pessoa, a época e o local: um ideal, portanto, que se concretiza somente dentro de certas circunstâncias".

Palavras de MENUHIN após ter recebido o prémio "EHRENPREIS DES DEUTSCHEN BUCHHANDELS"

Outro momento excelente minha amiga.
Em verdade venho beber a sua sabedoria.
Uma boa noite e com a sua permissão, um beijo respeitoso

mariagomes disse...

estou em crer que afinamos pelo mesmo diapasão.
tem por acaso, todo o discurso de yehudi? será demais pedir-lhe que, caso o tenha, me envie para o meu e-mail?
queria ler mais.

muito obrigada, amigo

LetrasAoAcaso disse...

Minha amiga, tenho algumas dificuldades em "manobrar" esta "coisa" informática pelo que não consigo encontrar o email.

Aqui fica o discurso:

"Que é a Paz?" - Eis suas palavras iniciais: "Na melhor das hipóteses uma concepção muito limitada, a qual para cada um de nós contém um significado diverso, de acordo com a pessoa, a época e o local: um ideal, portanto, que se concretiza somente dentro de certas circunstâncias".

"Jamais a paz pôde ter importância maior, nem profundidade de sentido mais acentuada, que BERLIM em 1946. Eu vim com minha esposa DIANA à capital de uma grande nação, que havia sido destruída na guerra e acordava de uma profunda autocrítica e pesquisa de sentimento: sim, eu vim diretamente do centro de seus mais recentes adversários, de povos que se tornaram as vítimas da guerra, a fim de tocar a vossa música, nossa música, a música universal de BEETHOVEN. Paz, significava naquela época o mesmo que fé recentemente acesa, procura sedenta à nova confiança, procura de um encorajamento espiritual e ajuda material na reconstrução da dignidade de um povo e na de sua economia, de uma Nação e na transfiguração do evangelho da morte em outro dos valores eternos da vida".

"Os Senhores entenderão, portanto, que aceito este Prêmio de Paz com a mais profunda humildade: pois naqueles dias parecia que a música que eu trazia, fosse um símbolo para tudo o que o Mundo, e em particular a Alemanha, necessitava. Mas se tratava da música de Beethoven, que exprimia a mensagem, eu era tão somente o mensageiro. Minha única exigência é aquela que eu sabia na minha mais profunda alma de que nenhum outro compositor pudesse soltar as amarras do pesadelo recentemente assistido, indicar a saída e restabelecer aquela fé indispensável, sem o que nada de firme ou de permanente poderá ser edificado".

"Nenhum outro compositor, senão BEETHOVEN, teria tido a força e o efeito de uma mensagem assim. E isto foi a mensagem. Aqui tereis as vossas próprias palavras, aqui está a vossa própria música, isto é a vossa verdadeira filosofia, dentro dela se acha o seu verdadeiro intelecto. Isto é a cultura, isto o real semblante do pensamento alemão, em sua importância universal.

"O que a mim se refere, eu tivera a imensa sorte de viver com ela, a música alemã, minha vida inteira".

Por isso fora o acontecimento indigno do Nacional-Socialismo traição total que me encheu de incrível indignação, com apaixonante e desenfreada insurreição, com aquela cólera de que todos somos possuídos quando o homem destrói seus valores e com isto seu próprio Eu, quando antes de tudo, o Homem dentro de si, e em sua Nação, deixar escorregar livremente o que segue irresistivelmente abaixo em desordem e cegueira moral. Precursor sempre do falso Profeta e de sua astuta cruzada. A meu coração e sentido elas eram bem cedo amadas e caras: as Sinfonias de BEETHOVEN, os dramas de SCHILLER e LESSING, as poesias de GOETHE, HEINE e HOLDERLIN, e eu rezava para que tais gigantescos espíritos, a herança verdadeira dos alemães, lhes viesse em socorro nos dias de desespero."



Está incompleto, mas é tudo o que tenho.
Um bom dia para a Amiga Maria Gomes.

mariagomes disse...

Foi optimo ter-me respondido aqui. Hoje é o dia mundial da música, que melhores palavras escolheríamos para comemorar?

um grande abraço

mariagomes disse...

Sabe, tinha pensado tirar os comentários, deixar somente o meu contacto que está no perfil. Mas não. Não o irei fazer, porque esta troca de palavras, estes contactos são valiosíssimos e devem estar aqui para que se leiam. Fazer do inverso do blogue a face mais bonita é um DESAFIO.
obrigada, fez-me mudar de ideia.
mariagomes

LetrasAoAcaso disse...

Já pensei fazer o mesmo: fechar os comentários, deixando apenas o endereço electrónico.
Até pq de qd em vez aparecem alguns comentários deselegantes.
Porém, todos os outros valem a pena.
Guardo-os com carinho, pq ajudam a fazer do blog um espaço até de alguma crítica literária e/ou uma excelente tertúlia.
E "as más acções ficam com quem as pratica", tal como as boas.
Bem haja a minha Amiga. Lê-la é um prazer indescritível.
Um respeitoso beijo.

mariagomes disse...

sim, claro, estamos sujeitos a comentários, não diria deselegantes, mas impróprios talvez... não sei, a mim ainda não me aconteceu.
e uma manter uma tertúlia, aqui, é algo difícil, parece-me.

um abraço

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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