quinta-feira, setembro 08, 2005

a rua respira

a rua respira de um amarelo minúsculo,
nos dedos a poesia gasta-se.
com algemas nasceu uma rosa corroendo a paisagem,
e é setembro.
chegaram os sopros pungentes da iluminação.

certamente vestirei um acto inútil,
perderei do sentido a noção.

ouve-me,
ainda que as esferas no meu sangue se esbarrem, o vento
continua a empurrar as aves
que conduzem trenós, e a ternura é veloz.

mariagomes
7 de Set.2005

1 comentário:

Anónimo disse...

Maria agrada-me a tua presença no meu canto, pois em relação aos teus poemas são os mais lindos que leio por aqui sem querer menosprezar os mais outros.
mas tu... tens uma forma diferente de falar/pensar/escrever. jinhos
http://amcosta.blogs.sapo.pt

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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