segunda-feira, setembro 19, 2005

à sensação do voo

todas as pedras se foram.
agora, um cântico coage, imaculado, à sensação do voo.

passo por escadas infindas,
emudeço os ramos dos negros céus do jugo.
juro
que o sangue do meu coração absorve a face das espigas.
juro
que tomo a tua boca, anónima,
quando se incendeia a membrana do vento brando.

todas as pedras se foram,
pela manhã tombada,
em silos púberes, silenciosamente belos, que interpelam.


mariagomes
16 Agosto/Set.2005

1 comentário:

Ana Maria disse...

grande poeta que és Maria.
quando for maior quero escrever como tu. querida.

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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