domingo, janeiro 18, 2009


na remota ilha de meus vagos anseios,
as minhas mãos brincam como barcos
no estuário dos istmos.

puro objecto que sei
ser grado e efémero deserto
e sede bípede,
ainda e sempre.

oh meu deus!
tudo estava em nós nutrindo o nervo,
a árvore, a fome na ilusão já vencida.

mariagomes
jan.2009


3 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Teu lirismo me incomoda... Ele já atingiu o nirvana faz tempo. Sou devoto genuflexo dele. Quanto mistério, Meu Deus!

BAR DO BARDO disse...

Quando a minha poesia atingirá este misto de mansidão e caos? Nunca!

fernanda s.m. disse...

Belo, Maria. Que caminhada profunda e dorida para conhecer o mistério...
Beijos.

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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