sexta-feira, março 18, 2005

ao solo ao luar



voltei a ouvir a música descendo na delicadeza funda
de uma chama
voltei ao lugar do sono e do incêndio
ao solo ao luar magro dos cães
voltei e vi a pátria escorrendo na esmola tranquila dos sóis.


mariagomes
18março.2005

8 comentários:

Maria do Céu disse...

Passo por aqui pela primeira vez. Tem um Blog interessante e culturalmente rico. Também escrevo, sou autora do livro de Poesia "Sentimentos no Silêncio", e devo dizer que gostei do seu espaço. Cumprimentos, Maria do Céu Costa

Maria do Céu disse...

Passo por aqui pela primeira vez. Tem um Blog interessante e culturalmente rico. Também escrevo, sou autora do livro de Poesia "Sentimentos no Silêncio", e devo dizer que gostei do seu espaço. Cumprimentos, Maria do Céu Costa

Soledade disse...

Maria, a tua pátria vive: nos teus versos, nessa imagem tão incisiva que se crava nos olhos e dói,"o luar magro dos cães"; na "esmola tranquila dos sóis". Que assim venham, os sóis,de mansinho.

Beijo

JG disse...

Hoje, dia 21 de Março, comemora-se o Dia Mundial da Poesia.

A editora Assírio e Alvim faz 50% de desconto em todos os livros de poesia publicados pela Assírio e comprados nas suas livrarias e só nas suas livrarias. Por exemplo, na livraria do Cinema King, em Lisboa.

hfm disse...

Voltei ao lugar do sono e do incêndio" - belíssimo!

mariagomes disse...

obrigada, amigos, pela vossa visita.

um doce abraço de páscoa,

maria

r.e. disse...

entrei pela primeira vez. senti-me tão embalado pela beleza do que aqui deixas à nossa espera que não desejo ver prolongado o tempo até aqui regressar. adorei este poema. parabéns pelo espaço excepcional. j.

mariagomes disse...

r.e.,
obrigada pela tua visita e pelas palavras. fui ao teu blog e gostei do que vi do que li, já o adicionei aos favoritos.

quis deixar um comentário mas a conexão não permitiu, parece-me...
voltarei,

um abraço
mariagomes

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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