quinta-feira, março 31, 2005

e a expressão



onde a rosa? onde o cravo? e a expressão
apensa de um jardim?
oiço um rumor a água tensa
de um trago de amor animal e delicado
oiço um recado
sereníssima
vou buscar a noite e tranco-a dentro de mim.


mariagomes
março.2005

3 comentários:

Márcia Maia disse...

andamos, as duas, escrevendo sobre a noite...
beijo.

r.e. disse...

lindo! j.

Silvia Chueire disse...

Gostei tanto deste poema ! As perguntas (gosto delas) e a afirmação aparentemente calma do final.

Beijos,

Silvia

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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