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"Ainda que a propriedade, bem entendida, se não deva nunca transgredir, quer empregando palavras com sentidos que naturalmente lhes não competem, quer usando de modos de dizer que não são próprios da língua, ainda assim, há que reparar que é legítimo violar as mais elementares regras da gramática - no estilo expositivo ou no artístico- se com isso ou a ideia ganha clareza ou firmeza, ou à frase se enriquece o seu conteúdo de sugestão. Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um substantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo.
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A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela."
Fernando Pessoa
in "A Língua Portuguesa"
pag, 72, 73
edição Assírio & Alvim
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1 comentário:
Como em tudo na vida só quebrando as regras surge o progresso, quem sabe o bem-estar de algo supremo que nunca será atingido.
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