em pedra, a minha coroa
( Quinta das Lágrimas, 7.Nov.2005, Coimbra)para haver uma árvore, lançarei a terra à tua luz;
o orvalho fulminante
agarrado secretamente ao lume.
depois, irromperá a folha
da impressão de um ramo doce e nu.
como tu, Inês, eu peço que talhem, em pedra,
a minha coroa
no pecado que propaga o linho, na fonte trigueira;
no gume da humanidade que ainda se transfigura,
para haver uma árvore.mariagomesout/nov.2005
Arquivo do blogue
-
▼
2005
(272)
-
▼
novembro
(19)
- Sofia, é para ti este blog!
- talvez eu queira devolver uma janela aos anéis sec...
- ...."Se os espíritos de Homero, Virgílio, Al-Maary...
- “ Cheguei demasiado tarde à suprema incerteza.”Ezr...
- "os crisântemos", fotografia de joão gomes
- quando em mim nada houver, imaginai o incenso nu;a...
- ...."Ainda que a propriedade, bem entendida, se nã...
- o sangue eterno
- A neve voltou branca e fria;
cega, coabita um cant...
- "perdi as funções com que fui programado em crianç...
- para escrever um poemaeu confino a vida como um ba...
- amo-te pelas alamedas, cercada;de noite, velo por ...
- DEFINIÇÃO
- Le Chant de Virgile
- 11 de Novembro e " a CERTEZA de um Filho -de -Áfri...
- da tranquilidade da palavra arranca o retrato da l...
- "Esta mulher exilada não pára de morrerVoltai-lhe ...
- Apontamento do Filo-Café de Vigo, a 5 de Novembro...
- em pedra, a minha coroa
3 comentários:
a mostra do arvoredo na quinta das lágrimas, sublinha
a necessidade de haver uma árvore nos teus versos.
magnifica fusão – bela homenagem
carlos peres feio
essa fotografia é incrivelmente bela. faz jus ao poema.
beijo daqui.
essa fotografia é incrivelmente bela. faz jus ao poema.
beijo daqui.
Enviar um comentário