quarta-feira, dezembro 07, 2005

nunca é tarde mãe
as lâmpadas enternecem a noite do meu corpo

ainda minto ainda brinco na estria espacial chamo por ti

como o gelo que flameja convida-me um epitáfio escrevo o sono das aves que em mim poisam.


mariagomes
7 Dez.2005, 19 h.

5 comentários:

amina ruthar disse...

Maria Gomes,
Sempre um descobrir renovado de magias na sua poesia.
Coloquei o link da romã de vidro lá no:http://aminaruthar.blogspot.com/
Beijos, Amina

Anónimo disse...

...dos que mais gosto ! bj
carlos peres feio

http://podiamsermais.weblog.com.pt

Anónimo disse...

belissimo "as aves que em si poisam..."

epitáfio, sono, escreve...
noite, dia, de seu corpo

tarde manhã gelo

pai...

parabens como joga suas entranhas
num mundo de relação sentimento

Prossiga sempre nas cores das suas emoções.

Parabens

Mendes Ferreira disse...

Muito bom. mas mesmo mt. bom Parabéns!

Pólux disse...

Lâmpadas magníficas acesas, como se foram verdejantes welwitschias marginando o silêncio côncavo e indeterminado do nosso corpo.

Bonito poema, cara Maria Gomes.

Abraço.

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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