domingo, fevereiro 12, 2006

lavar a palavra
lavá-la na ambiguidade da veia tumular do vocabulário
ante um credo somado à imagem da cicuta.

mariagomes
fev.2006

1 comentário:

J T Parreira disse...

Maria Gomes, «lavar a palavra» é também um dos nossos trabalhos na poesia. Gostei deste e dos outros poemas.
Um abraço
João

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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