terça-feira, fevereiro 21, 2006

as aves morrem branquíssimas nas paredes
de torpor

e quando o vidro roça um vento que se basta
oh meu amor
os dias debruçam-se a candeias rubras que me afastam.

mariagomes
20fev.2006

2 comentários:

r.e. disse...

leio-te com uma admiração permanente. e o mistério é que o tempo ajuda a intensificar o inesperado que cada poema se torna. gosto mesmo muito de aqui vir. preciso de aqui estar. beijinho. parabéns por tanto talento espalhado por tantos dias sempre grandes depois de aqui estar. J.

J T Parreira disse...

Maria Gomes, estou a gostar imenso do trabalho em concentração dos seus poemas.
Um abraço
João

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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