segunda-feira, junho 13, 2005

19 Janeiro de 1923 / 13 de Junho 2005




O SORRISO

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

LA SONRISA

Creo que fue la sonrisa,
la sonrisa fue quien abrió la puerta.
Era una sonrisa con mucha luz
dentro, y apetecia
entrar en ella, quitarse la ropa, quedarse
desnudo dentro de aquella sonrisa.
Correr, navergar, morir en aquella sonrisa.

LE SOURIRE

Je crois que ce fut le sourire,
le sourire, lui, qui ouvrit la porte.
C'était un sourire avec beaucoup de lumière
à l'ínterieur, il me plaisait
d'y entrer, de me dévêtir, de rester
nu à l'interieur de ce sourire.
Courir, naviguer, mourir dans ce sourire.


THE SMILE

I think it was the smile,
it was the smile who opened the door.
It was the smile with light,
much light inside, I longed to
enter it, take off my clothes, and stay,
naked there within that smile.
To run, to sail, to die within that smile."

Eugénio de Andrade

in "30 Poemas, Poemas, Poèmes, Poems"

2 comentários:

Anónimo disse...

(Silêncio)

ManoMulato disse...

"É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras."

Ficaremos a reinventar a vida. Obrigado Eugénio de Andrade

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
Estou no Blog.com.pt

Free Site Counters



Free Site Counters