"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59
quinta-feira, junho 09, 2005
os passos que inventei
falta-me tudo, meu amor.
os passos que inventei, a vã promessa
na livre circulação do outono.
a provável mesura de cisnes
que devagar visitam as águas.
eu fui uma cidade sumária,
uma passagem para a exaltação da raiz.
como fase alternativa,
um roteiro que empurrava flamingos
para a fatalidade do ardil.
deixei viver os móveis, a dureza soberana,
o espinho na floreira,
o lado escuro da gravidade
do corredor
em que homens e mulheres caíam sem destino.
não coleccionei agulhas, nem selos febris, nem fenómenos.
só poemas, que morriam prematuramente a meus olhos.
mariagomes
9,junho.2005
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Arquivo do blogue
-
▼
2005
(272)
-
▼
junho
(25)
- em desalinho
- um país de cordas
- na palavra*
- onde ouvir histórias
- um índice
- "Menina da Boina Verde" Autor: Mily Possoz (1888 -...
- a poesia de sofia...
- cantando a neve
- sobre uma fotografia...
- o que eu te queria dizer
- uma alucinação
- onde repousa a música
- ( a eugénio de andrade)
- (desenho de Álvaro Cunhal)"um apelo à arte que int...
- Até amanhã, camarada!**
- 19 Janeiro de 1923 / 13 de Junho 2005
- outrora
- Camões dirige-se aos seus contemporâneos
- "Poets are the unacknowledged legislators of the w...
- os passos que inventei
- Gracias a la vida [ Violeta Parra]*
- " O Papel do Poeta e da Poesia no Mundo"
- uns chegam cansados da eternidade
- Pierre Reverdy
- das coisas, o perfil
-
▼
junho
(25)
Acerca de mim

- mariagomes
- Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
Links
- A arquitectura das palavras
- a luz do voo
- A Palavra e o Canto
- A Teia de Aranha
- aguarelas de Turner
- ALI_SE
- Amazonic Haijin
- amoralva
- Angola, Debates & Ideias
- Ao Longe os Barcos de Flores
- ArteLetras
- Assimetria Do Perfeito
- Associação José Afonso
- Bar do Bardo
- canto.chão
- Casa Museu João de Deus
- Casulo Temporário
- Coisas do Chico
- Coisas para fazer com palavras
- Colóquio Letras
- Contra a Indiferença
- Daniel Faria
- dias felizes
- Diário Poético
- Do Inatingível e outros Cosmos
- emedemar
- Escrevinhamentos
- Estrela da Madrugada
- Eu,X.Z.
- Extensa Madrugada, Mãos Vazias
- Fundação Eugénio de Andrade
- Harmonia do Mundo
- InfinitoMutante
- Inscrições
- Inscrições
- Jornal de Poesia
- José Afonso
- josé saramago
- Linha de Cabotagem III
- Local & Blogal
- Luiz Carlos de Carvalho
- meia-noite todo dia
- Nas horas e horas meias
- nas margens da poesia
- naturezaviva
- No Centro do Arco
- O Arco E A Lira
- O mar atinge-nos
- O pó da Escrita
- Odisseus
- Ofício Diário
- Ombembwa Angola
- ParadoXos
- Poema Dia
- POEMARGENS
- Poesia de Vieira Calado
- Poesia Dos Dias úteis
- Poesia Sim
- Poeta Salutor
- Poetas del Mundo
- Revista Agulha
- Rolando Revagliatti
- Rosangela_Aliberti
- Sambaquis
- Stalingrado III
- Sulmoura
- TriploV
- tábua de marés
- Umbigo do Sonho
- Vá andando
- Xavier Zarco
1 comentário:
"não coleccionei agulhas, nem selos febris, nem fenómenos.
só poemas, que morriam prematuramente a meus olhos."
ah, como gotsaria de ter escrito esse poema e sobretudo esses versos...
vou roubá-los pra mim, tá?
um beijo grande daqui, amiga, onde é outono.
Enviar um comentário