sábado, outubro 22, 2005

de algum lado

não podemos perder o que sobra da luz
de algum lado;
sobre a pele, existe a hora de coisas impassíveis.
os comboios brancos,
aquela flor voltada à janela, falando-nos.

não, meu amor, não podemos perder a raiz
de um corpo incandescente, agora, derramado.


mariagomes
out.2005

1 comentário:

Anónimo disse...

de algum lado se perde - a derramada raiz de um corpo incandescente será agora o que sobra da luz.
que os comboios com a cor que não existe, porque mistura de todas as cores,
te levem por toda a vida, em beleza.

cpfeio

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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