terça-feira, outubro 25, 2005

a música de um pássaro triste

eu não sei porque cantaste ao meu olvido,
a música de um pássaro triste.

lançariam os dédalos o projéctil
de um sinónimo destinado à rua?

de onde nasceram os pomos que o céu incorpora?
e esta árvore na imortalidade da lâmpada?
e um suicida?

vê como demora o silêncio, vê como se nega o poema
ao abandono, “nas estátuas que são gente nossa”.(1)

mariagomes
24 de out.2005


(1) in "Mãe", Miguel Torga

1 comentário:

Ana Maria disse...

Maria como se pode dizer que gostamos de um poema sem o entender no seu todo-é que eu gostei tanto principalmente destes dois versos:
".../vê como demora o silêncio, vê como se nega o poema
ao abandono, “nas estátuas que são gente nossa”.(1).../"

Maria onde se nega o poema? como é possivel negar-se um poema? como é possivel alguem escrever pouco dizer muito e ainda por cima é original não esquecendo a sua beleza literária.
eu gosto da tua poesia, é fascinande e aliciante.obrigada

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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