sábado, outubro 29, 2005

a seiva

Outrora, eclodiam os desertos.
Chegava a integridade de um outono -

a seiva, àquela simples casa que morria
de súbito, e amava.


mariagomes
out.2005

4 comentários:

Zed Lima disse...

Oi, Maria Gomes, cá estou a passar novamente para admirar a beleza abstrata de seus poemas. São imagens que nos conduzem ao nosso próprio interior, a mexer com sentimentos que muitas vezes nós não conseguimos verbalizar a não ser quando o vemos concretizados em palavras nos seus versos. Um abaraço!

Semiramis disse...

Entre os graves calores e os rigorosos frios,
um arrepio morno no calmo e secreto limite de tudo.

(...)

Uma saudade que vibra num choupo dourado.

Anónimo disse...

a tristeza em verso, para nossa reflexão. bonito

cpfeio

Amélia disse...

O poema já era belo, na 1ªversão,depois de 'lapidado' ficou muito mais bonito ainda.Beijo grande, amiga

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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