
alegrias brancas
segurei as folhas
nos sorrisos despidos de pétalas sonoras
segurei a boca nas mesmas palavras
e o corpo a continuar a qualquer hora
segurei alegrias brancas
nos olhos do tempo a morte difícil
a luz franca que vem e fica
segurei a cegueira em fita em arrepio
até ao sangue plano do poema a fio.
mariagomes
ag.2004
4 comentários:
maria
Se leres a recente entrevista dada pelo Affonso Romano de Sant'Ana ao Jornal Opção, on line, vais verificar da razão do teu discurso poético.
Tudo isto tem a ver com o lirismo que perpassa a tua poesia passando ao lado dos pós-modernistas que só sabem fazer enlatados, pensando que falar do quotidiano como o fazem os jornais é que é ser um poeta moderno.
Continua. Estás no bom caminho.
Agradeço a tua passagem pela Teia da Aranha.
José Félix
félix,
não sei dizer de outra forma! de outra forma, para mim, também não há poesia. e obrigada pela força.
vou ler o que recomendas, a entrevista do Affonso.
maria
maria gomes,que surpresa conhecê-la assim.
É Poesia, de facto.
Já o tinha suspeitado em " O Fulgor da Língua"
bfs.
Um beijo,
maria azenha
e as suas palavras, a sua presença na romã, maria azenha, foi também uma supresa agradabilíssima.
obrigada, amiga,
um beijo
mariagomes
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