Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas.
Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores,
são lúcidos ao início do sol.
Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços
a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana.
Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move,
entre mim e ti, e a claridade.
____________mariagomes
1 comentário:
sinto nestes seus escritos
a incadescencia do negrume das noites
onde procuramos encontrar viver criar
alternativas vivenciais
com um fundo de silencio
a sua voz escrita
penetra
qual lamina
no calice que tambem somos
Obrigada
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