sábado, outubro 09, 2004

(de)lírio


minha doce onda azul Atravessas a placidez da praia
como uma gaivota triste A esconder o eco no sol das entranhas
Neste círculo que tanto subsiste.
Ó cal nocturna dos meus sonhos de olhos fechados
tens de verdade O (de)lírio
No campo a palavra submersa A gota do exílio.

mariagomes
out.2004

1 comentário:

LetrasAoAcaso disse...

Minha querida amiga: curvo-me. Ante o poder das palavras, resta-me o saborear os sentidos.
Peço imensa desculpa pela ausência, mas o meu novo cargo no jornal tem-me impedido de dar atenção que as coisas boas da vida merecem. Ainda assim, as minhas humildes desculpas.
Um respeitoso beijo.

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Acerca de mim

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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