quarta-feira, outubro 06, 2004

para a tua vida





"quanto aos meus poemas loucos,
esses, que são de dor sincera e desordenada"
Alda Lara



é pequena a minha morte para a tua vida. para a dor sincera
e desordenada que se passeia insone.
morro várias vezes para oeste. o vento aconhega-se na boca.
em confissões e artérias este berço este sangue
esta chuva trôpega pelo rosto.
deslizes, terramotos, hemoptises no feixe das flores.
há barreiras de facas a babarem-se no mar onde não agem os peixes.
é pequena a minha morte para a tua vida. para a tua dor.

mariagomes
out.2004


2 comentários:

LetrasAoAcaso disse...

Será pequena a morte, mas é grande e bela a poesia, minha amiga Maria Gomes.
Um respeitoso beijo.

mariagomes disse...

obrigada, mas eu duvido que este poema fique assim, seja este o original. Tenho que o rever. Não me satisfez. :-(

um abraço

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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