"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59
sábado, janeiro 22, 2005
apenas flores veladas
não haverá um alvo nos teus olhos,
quando o silêncio cobrir cedros.
as tuas mãos, a salvo, serão a cicatriz do corpo.
nem o vento ouvirá palavras - os momentos que dissermos.
lentamente, apenas flores veladas, brancas,
tão brancas, como rosas baleadas por invernos.
mariagomes
jan.2005
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- mariagomes
- Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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4 comentários:
Belo esses versos, Maria!
Fez-me lembrar destes outros versos:
'Entregue a chuva esqueceu a vida
Em poças de lágrimas molha os pés
Em folhas rasgadas de poemas não ditos
Descansa o amor perdido em silêncio'
UM ABRAÇO
Muito belo - muito teu.Beijos
maria
eu diria que os teus poemas, cada vez mais fortes, reflectem uma mistura de signos que a memória vai desenhando com as sombras deixadas pelo tempo.
um beijo para ti
ah meus amigos!, o meu beijo a todos pela vossa visita, pelos vossos comentários,
mariagomes
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