
Anne BRIGMAN
ouve. as árvores acendem a luz dos remos
no amor e no medo do mundo.
do mundo velho onde as únicas raízes nos despem os braços.
todos os recados traçam silêncios. inflamam-se aragens a fundo.
não temos mais do que estas margens para cerzir as cinzas volúveis.
não pedimos mais do que os breves espaços
que se abrem miraculosamente entre a alegria e as lágrimas.
mariagomes
4jan.2005
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