"Abre a romã, mostrando a rubicunda Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes; (...........)" Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas,IX,59
domingo, janeiro 09, 2005
por ouvir
por ouvir ficaram os plátanos
aquele movimento de música nas árvores
depois tempestades d' oiro
- os risos estendidos na areia branca -
e os teus braços que cediam inexplicáveis e graves.
mariagomes
8jan.2005
..../....
por ouvir ficaram vozes abertas,
aquela alegria de crianças soltas,
antes da onda aterradora
- os corpos estendidos aos pedaços na areia suja -
trouxeram o ruído estridente de um silencio planetário
que transcende a lágrima sincera ou a hipócrita esmola...
José Dias Egipto
10jan.2005
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- mariagomes
- Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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5 comentários:
"por ouvir" é um poema límpido que faz saber da utilidade da poesia. sartre, nos anos 70 discutiu a inutilidade dela sem chegar a conclusão alguma; é com estes poemas, onde tudo parece fácil, que podemos ver o rosto nas águas.
" onde tudo parece fácil", foste ao cerne da questão!
as palavras rolaram, umas ficaram, outras foram-se embora, outras vieram...o sentido, a música, o que vem de dentro e de fora, conjugar tudo isso não é fácil.
muito obrigada, Félix,
um beijo
maria
e já agora vou publicar o poema que José Dias Egipto
escreveu depois de ter lido este, em Escritas, em escrileitura.
maria
Toda a gente lê razões,
qual a razão de ser
para estas razões...
http://poemas-nus.blogspot.com/2005/01/razo.html#comments
muito obrigada, Jorge,
um abraço amigo da
maria
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