sexta-feira, janeiro 07, 2005

não me perguntem


Physalia physalis



não me perguntem o que vi Para isso Oboés cantam
o azul que anula as anémonas
Há um frio veloz
Eu celebrei aquele inverno turvo
onde os sentidos caíam em solidão erguida.

Não me perguntem o que vi É cega a sede dos crepúsculos
É cedo no céu da minha vida
Nele As minhas mãos sugam apenas as rugas límpidas.

mariagomes
7jan.2005

5 comentários:

Márcia Maia disse...

Maria, nem sei o que falar. A beleza deste poema´me encanta e emudece. ´Deixo um beijo, então.

jose disse...

se possivel divulga aí o meu blog
http://josegilisboa.blogspot.com

jose disse...

esqueci-me de te pedir para divulgares o meu melhor blog
http://stupoetry.blogspot.com/

mariagomes disse...

obrigada minha amiga,

um beijo
maria

mariagomes disse...

ok josé gil, oportunamente divulgarei os teus blogues,

maria

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Acerca de mim

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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