terça-feira, janeiro 25, 2005



escrever é iniciar uma distância longa
Dizer que a solidão bate como sombra

Como o vento de uma fria fresta
escrever é não haver sol E haver centro.


mariagomes
25.jan.2005

5 comentários:

Amélia disse...

Gostei, amiga!Um beijo

hfm disse...

O último verso deixa-nos sem fôlego! belíssimo!

Amélia disse...

«Abre a romã, mostrando a rubicunda
Cor,com que tu, rubi, teu preço perdes;
(...........)

Camões, Os Lus.,IX,59

...o prometido é devido...:)

mariagomes disse...

bom saber da sua leitura, hfm! este poeminha veio parar à romã ainda imberbe. um tempinho depois vim revê-lo e fiz o trabalho que pedia.
um abraço para si,
maria

mariagomes disse...

amélia fiquei feliz com o seu comentário ( bom sinal, também) e como sempre a minha amiga, a poetisa e semeadora de poesia, cumpriu!
não se importa que publique, aqui, os versos de camões?

um beijo
maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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