quinta-feira, janeiro 27, 2005

a súbita seara



urge dizer que, hoje, os mares negaram a grandeza da flauta azul
que eu inventei para ti.
houve, num incêndio anexo à palavra,
um poema impossível

de ternura loura, muito loura, a súbita seara da loucura.

mariagomes
27jan.2005

2 comentários:

Márcia Maia disse...

vc tem imagens que me deixam extasiada e muda. este poema é pleno delas. um beijo.

mariagomes disse...

muito obrigada pelo carinho, Márcia,

beijo
maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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