quarta-feira, julho 27, 2005

ante a margem

até esse amor ficou,
preciso de acordar as pedras do sol.
só depois partirei comigo,
como eu sou,
na delonga do mar
interior

ante a margem e um equívoco.

mariagomes
julho.2005

4 comentários:

Tutti disse...

" só depois partirei comigo ,/ como eu sou,/ na delonga do mar/ interior/ ante a margem e um equívoco." Maria, não me leve a mal, por favor, mas esses versos - tão-somente eles - sustentam a beleza desse poema...

mariagomes disse...

tutti, muito obrigada, uma vez mais... e quem sabe?, podem só sobreviver esses versos...

j.p. disse...

talvez sobreviva sempre mais do que qualquer das palavras que se conseguem roubar ao esquecimento. beijinho, maria. J.

Tutti disse...

(Minha reverência, Maria.)

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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