segunda-feira, fevereiro 14, 2005

à mercê do fogo


é inevitável o figurino da palavra ao vento
para que saibas que o poeta vive à mercê do fogo
a poesia não é um logro na música da razão

pode ser o amor a incendiar uma flauta pura
no coração da fala haver um deus maior
e parecer tão pouco
o que te toca com dedos de sol num cerne louco.

mariagomes
11dez.2004

3 comentários:

Silvia Chueire disse...

Tenho fallhado em visitá-la, não é? Mas me deleito com os poemas na lista, vc sabe...
Estes, todos os que estão nesta primeira página do seu blog ( e eu is reli) são excelentes poemas.Muito bons mesmso.

Beijos,
Silvia

mariagomes disse...

silvia,
estamos sempre em contacto, amiga.
não te preocupes com "visitas".

quantas vezes silenciamos sentindo a beleza das palavras? ela tem essa capacidade enorme e nós... bem e nós, pequeninos, admiro-la apenas.

um beijo
maria

mariagomes disse...

esclarecendo ainda. não quis dizer que todos os poemas, tenham sido escritos por quem quer que seja, sejam bons ou muito belos.

tu sabes, amiga, eu sei, que somos falíveis... escrevemos melhor e escrevemos menos melhor, depende. ou como eu já disse, há poemas menos, há poemas mais

maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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