
Alfred Gockel
enquanto bordas o tempo dos barcos
constróis a casa com a luz pequena.
nos sonos longos, és tu que anoiteces.
colhes a curva de um rosto,
com clareza
teces a alma vã da firmeza
nos colos finos, na lâmina dos rios.
ó doce pescador, madrugada que fosse
a foice dos meus poemas,
dá-me os pássaros alinhados
as minhas penas.
ó cegas torres de marfim,
na excentricidade vagabunda da fadiga
começa o meu fim.
26.fev.2005
mariagomes
2 comentários:
Um poema que segue sempre em crescendo. Gostei.
muito obrigada,hm
um abraço
maria
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