terça-feira, maio 17, 2005

Alejandra Pizarnik





Não, as palavras não fazem amor
fazem ausência
Se digo água, beberei?
Se digo pão, comerei?


Alejandra Pizarnik, (Argentina, 1936/1971)

6 comentários:

Maria do Céu disse...

Que poema tão envolvente! Apenas hoje visito a sua página, embora consta um pouco mais acima da minha "AQUI" constante dos links do "MADRIGAL", nunca tinha visitado, mas foi uma agravel surpresa. Gostei muito e pela minhas palavras, já estará a adivinhar que regressarei. Cumprimentos, Maria do Céu Costa.

zezinho disse...

Minha amiga: parecem-me ser duas perguntas que as pessoas hoje farão imensas vezes neste país sem rumo.
O poema é belissimo. Conheço a autora.
Hoje mesmo acabei de comprar uma antologia poética de Manuel Alegre.
Onde poderei encontar livros seus?
Um beijo de carinho e respeito

José Alexandre Ramos disse...

é para lermos estas palavras e tirarmos partido desta sabedoria que a poesia existe. obrigado por me (nos) dar a conhecer Alejandra Pizarnik (eu não conhecia). a pequena amostra revela a enormidade da sua arte.

mariagomes disse...

maria do céu,
não é a primeira vez que visita esta página, talvez a tenha baralhado o facto de ter mudado o template da mesma.

grata pela sua visita, envio-lhe um beijo

maria

mariagomes disse...

zezinho,
já leu "o enigma", um poema de Octávio Paz? ele diz-nos:

" nascemos de uma pergunta
cada um dos nossos actos é uma pergunta
...
tu és uma pergunta, e eu sou outra..."


e em relação à sua pergunta, responder-lhe-ei em pvt.


um beijo amigo
maria

mariagomes disse...

josé alexandre ramos,

enorme foi alejandra, e trágico o seu fim.
veja em
http://www.revista.agulha.nom.br o que nos diz poeta Floriano Martins sobre a obra e vida de alejandra.

um beijo amigo
maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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