sexta-feira, maio 13, 2005

à queima-roupa



depois todas as coisas se fizeram
para ti.
havia lágrimas, partículas de lágrimas,
ofício imperecível de gerações mudas.
vida justaposta ao sonho que te apanhou à queima-roupa.
na raiz quadrada onde se põe a lume
a louca transfiguração,
quero inverter um lírio, uma dádiva fortuita;
profundamente literária.
como se me viesse uma vontade iníqua
de perecer húmida na paisagem humana.

mariagomes
13, maio.2005

3 comentários:

jorge disse...

tiro bonito!

r.e. disse...

belo!
J.

mariagomes disse...

belos são também os vossos blogues, amigos!


bjs
maria

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Podes entrar ; tenho as mãos para dizer o disperso canto das águas. Os meus olhos, alagados pelo grito das árvores, são lúcidos ao início do sol. Com o amor das coisas, rejubilo e lanço os braços a um rodopio doce e futuro, a uma tempestade humana. Tudo o que eu espero é sentir o elo da criação que se move, entre mim e ti, e a claridade. ____________mariagomes
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